terça-feira, 3 de novembro de 2009

NATAL, SOPRO DE FANTASIA

NATAL, SOPRO DE FANTASIA

O natal é como o vento
Que sopra nas fantasias…
Quem estará então atento?
Aos natais dos outros dias!...

Ano a ano, se revemos
Neste sopro de vontade
P’ra alguns, mas na verdade
De outros mais pouco sabemos.
O que todos conhecemos
Nesta Quadra o andamento,
Algo fica em esquecimento
Da “lenda” do mensageiro…
Lufada de ar passageiro,
O natal é como o vento

O Homem vê-se valendo…
No negócio e facturando,
Enquanto que outros comprando
Presentes que vão escolhendo.
No mundo que vamos vendo
P’ra simular alegrias
Sabe Deus, as agonias
Que em muita gente, vão…
Com tantos na ilusão
Que sopra nas fantasias…

É ilusória a festança…
Que alguns fazem consolados
Esquecendo os desgraçados
E a indefesa Criança!...
No idoso; a insegurança
Que vem do seu desalento,
Vai ficando em esquecimento
Já deram tudo… na vida
E, na correcta medida;
Quem é que estará atento?

Sinto uma enorme tristeza
Como vai andando o mundo,
Num desencanto profundo
Na Família Portuguesa.
Devia haver mais justeza
Em sublimes harmonias…
Almas cheias, não vazias
Do grande amor fraternal.
P’ra que fosse sempre igual,
Aos natais dos outros dias!...

2001, João da Palma

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