domingo, 1 de fevereiro de 2015


“VEREDA DO DESTINO”

Mote:
O que tiver de ser, será.
Às minhas mãos vem parar!
Por isso eu ando por cá…
À espera do que vier!

Glosas:
Não vale a pena forçar
Em dar a volta ao destino,
Porque desde pequenino
Há uma rota a marcar…
Todos lá vamos passar
Nessa vereda, a percorrer,
É proibido saber
Deste lado, para o de lá…
O que tiver de ser, será
Às minhas mãos vem parar!

Visionário ou visionista,
Não sou, nem sequer profeta,
Porque ninguém sabe a meta
Nem o fim que tem à vista!
Nada vale ser altruísta
E do mundo se compadecer
O que vai acontecer
Bom ou mau, nos tocará
Por isso eu ando por cá
À espera do que vier!

Quem espera sempre alcança
A boa, ou má novidade!
E só pode haver bonança,
Quando acaba a tempestade!


João da Palma (Amlapad)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015


“O BURRO SOU EU?”

Vai um burro albardado para o céu,
Disse a brincar, um doido certa vez!
Se foi algum estrangeiro ou português,
O certo é que esse burro não convenceu!

Se nisto acredito, o burro sou eu!
Porque esse eterno dito, alguém o fez
Numa exclamação, simples talvez,
Mostrando que o milagre não se deu!

E o burro irá sempre, conduzido
Num sítio, terra ou estado conhecido
Onde o burro albardado só chegou!

No céu voam as aves e o avião
E nem sequer, com arte de levitação,
Algum burro albardado se elevou!

João da Palma (Amlapad)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015




“INTENCIONAIS-2”

Foste dizer ao amigo…
Mal de mim, nem reparaste
Nesse mal, que está contigo,
E ainda não mudaste!

Coitado, nem é capaz
De ver o mal que propaga!
Mal que na terra se faz,
É na terra que se paga!

Dizes ter por opção
Silenciar, te convém!
Enganas o coração
E mostras o teu desdém!

Atrás de tanta frieza…
Onde te tentas esconder,
Mostras mais essa tristeza
Que há no teu modo de ser!

Pensei que te conhecia
Enganei-me, sem saber
E a partir de certo dia,
Nem te queria conhecer!


João da Palma (Amlapad)

domingo, 4 de janeiro de 2015



“INTENCIONAIS-2”

Foste dizer ao amigo…
Mal de mim, nem reparaste
Nesse mal, que está contigo,
E ainda não mudaste!

Coitado, nem é capaz
De ver o mal que propaga!
Mal que na terra se faz,
É na terra que se paga!

Dizes ter por opção
Silenciar, te convém!
Enganas o coração
E mostras o teu desdém!

Atrás de tanta frieza…
Onde te tentas esconder,
Mostras mais essa tristeza
Que há no teu modo de ser!

Pensei que te conhecia
Enganei-me, sem saber
E a partir de certo dia,
Nem te queria conhecer!


João da Palma (Amlapad)

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

“VISITA A MÉRTOLA”

Eu fui à minha Terra passear,
Admirei paisagem, que eu sabia
Ser bela, mas que eu mal conhecia
Mértola, essa Terra de encantar!

Eu fui então ao Migas almoçar
As Migas e entrecosto, desse dia
E o tinto ali de Pias, que fazia
Perfeita ligação desse manjar!

Naquela imensidão Alentejana
Onde leve, senti o respirar
Fui ver ali de perto o Guadiana!

Senti que mais havia a visitar
Bem pouco p’ra um dia, na semana
Fiquei com saudades de voltar!


09-10-2014, João da Palma
“CORAÇÂO AO PÉ DA BOCA”

Mote:
Sou franco, mas não culpado
De ter o meu coração
Ao pé da boca, instalado…
Gritando a voz da razão!

Glosas:
Sou franco, mas não culpado
Do mundo estar em desordem,
Não estou a mandar recado,
Nem a expressar uma ordem!

Não tenho culpa nenhuma
De ter o meu coração
Desabafando, uma a uma
Razões, que em mim estão!

Dia e noite a meu lado
Esse órgão tão sensível
Ao pé da boca, instalado
Me aconselhando o possível!

Sem qualquer constrangimento
Na dúvida ou num senão…
Transmite-me ao pensamento
Gritando a voz da razão


09-10-2014, João da Palma

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O DIREITO Á DIFERENÇA
(À Directora da CRACEP)


Não pode ser a dona da sentença…
Nem os seus ideais foram perfeitos
Porque é indiferente à Diferença…
Daqueles que também têm Direitos!...


Trata os Diferentes com ofensa…
E pensa que só eles são imperfeitos?
Na sua apologia na descrença,
Sois vós, a que tem muitos mais defeitos!...


Não pode castigar Deficientes,
Não pode expulsar esses carentes…
Nem os pode banir da sociedade!...


Não pode ser a dona da razão!
Nem Ditadora nessa Direcção
Na CRACEP: sois a mancha da verdade!...


                     Abril de 2005, João da Palma