sexta-feira, 26 de setembro de 2008

SEMEIAM…COMPUTADORES!...

SEMEIAM…COMPUTADORES!...


ANDA A TERRA DESPREZADA
E HÁ POUCOS TRABALHADORES
NÃO HÁ TRIGO NEM CEVADA
SEMEIAM…COMPUTADORES!...


ANDA A TERRA DESPREZADA
Neste país, quem o viu!...
O ganhão foi de abalada…
E o almocreve sumiu!...


Há ladrões por todo o lado
E HÁ POUCOS TRABALHADORES
Já ninguém quer ser vergado…
Todos querem ser Doutores!...


Nação amaldiçoada…
Estamos preocupados!...
NÃO HÁ TRIGO NEM CEVADA
E os celeiros estão fechados!...


O governo em contra-mão…
No país, sem condutores!...
Em terra que dava pão…
SEMEIAM…COMPUTADORES!...


26-09-08, João da Palma

terça-feira, 2 de setembro de 2008

A VIDA FAZ-SE VIVENDO

A VIDA FAZ-SE VIVENDO


Foi sempre assim… na idade
Os anos vão-se somando
E nós temos que ir andando
Vivendo a realidade.


Para quê muito abismado…
Porque um ano mais passou?
Se no entanto inda estou
Como no ano passado!...


O caminho faz-se andando
E andando faz-se a passagem…
Até ao fim na miragem…
Com passos firmes marchando!...


E durante a vida inteira
Em cada hora vivida,
Há que aproveitar a vida
Sempre da melhor maneira!...


Ano a ano envelhecendo
Com alguma sabedoria,
Paz, Amor e Alegria
A vida; faz-se vivendo!...


02-09-2008, João da Palma

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

ACEITE/MEDITE/COMANDE/DECIDA!

ACEITE/MEDITE/COMANDE/DECIDA!
(Poema livre dedicado ao Sr. Primeiro Ministro)


Aceite
Mais um humilde pedido
Para o Lar Residencial
Se deleite
Que esta Obra faz sentido
P’ra NECI em Portugal!...


Medite
Despertando consciências
Quanto às Crianças sem voz...
No limite
Peço às altas competências
Que amanhã, não estejam sós!...


Comande
Sr. Ministro, é capaz
No seu estilo e aprumo...
E mande
Mais carinho Amor e Paz
P’ra estas vidas sem rumo!...


Decida
E ouça Sr. Engenheiro,
Primeiro Ministro do Estado
Dê vida
À Criança, ao Lar braseiro...
Já tem projecto aprovado!...


12-08-2008, João da Palma

Comunicação Livre -

Comunicação Livre -

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

“OS SABICHÕES”

“OS SABICHÕES”


SÃO MIL INTERROGAÇÕES
QUE AO MUNDO DEIXO NO AR
SEM NINGUÉM ME QUERER DAR
RESPOSTA, ÀS MINHAS QUESTÕES


SÃO MIL INTERROGAÇÕES
Até fico perplexo...
Saltitam os sabichões...
Num palavrear sem nexo


Às perguntas que eu faço,
QUE AO MUNDO DEIXO NO AR
Esbarram no embaraço...
De quem não as sabe dar!


Não é o meu murmurar,
Que ao mundo dá a volta...
SEM NINGUÉM ME QUERER DAR
Valor à minha revolta!...


E assim vamos caminhando
Nesta bola...aos encontrões
E eu no entanto esperando
RESPOSTA, ÀS MINHAS QUESTÕES!...


04-08-08, João da Palma

quinta-feira, 31 de julho de 2008

QUERIDA AVÓ

QUERIDA AVÓ


Querida avó, se tu não tens nascido
Naturalmente eu não existiria
Não tinha feito esta poesia,
Nem seria um Ser entristecido…


Não tinha este mundo conhecido
Nem esta sociedade à revelia…
Tempestades, tormentos noite e dia
Neste imenso Universo entorpecido


Assim nesta passagem que é veloz
Entre pais, filhos, netos e avós,
Cada um tem a sorte que se lhe oferece!


Mas como tu nasceste avó querida
E deixaste este neto nesta vida,
Talvez ele não tivesse o que merece!...


2004, João da Palma

terça-feira, 29 de julho de 2008

“A CEREJA NO BOLO”

“A CEREJA NO BOLO”


Adoro a poesia popular
Que sai do sentimento e coração
Da veia que belisca a emoção...
E entra em nossa alma a palpitar!


O verso que nos sai a soluçar...
Que toca como um aperto de mão
Trauteia em silêncio, uma canção
E chora, mas também sabe cantar!


A rima, é principal nesse dilema...
“A cereja no Bolo” do poema!
Cantado ou declamado se altiva!


Participando à guisa de recado...
Rejeito o versejar desordenado
Filosofando estrofes à deriva!...


29-08-08, João da Palma