terça-feira, 25 de setembro de 2007

“SILÊNCIO QUE SE VAI CANTAR O FADO”


“SILÊNCIO QUE SE VAI CANTAR O FADO”


Enviem um fadista ao Festival…
Bem como uma viola e uma guitarra
Façam soar bem alto, e com garra
A mais linda canção que é Nacional.


Apresentem o Fado original
Talvez também um Zé e de samarra!
Com a amante a seu lado, que o agarra…
Virão como se canta em Portugal!...


Façam lembrar o vinho em cangerão
Chouriço assado no caseiro pão…
E o bacalhau às lascas bem temperado!


Mostrem a todo o mundo a nostalgia!
Não façam espalhafato e gritaria…
“Silêncio que se vai cantar o fado”!...


14-05-07, João da Palma

sábado, 22 de setembro de 2007

“MALTZUADO” PESCADOR


“MALTZUADO” PESCADOR


“MALTZUADO” PESCADOR
SEM OLHOS, BOCA E NARIZ
QUEM SERIA QUE O QUIS,
TRAZER AQUI P’RA ALVOR!


“MALTZUADO” PESCADOR
Que não dá ares a ninguém…
E este povo com valor,
Sem piada, ali o tem!


Um monstro! Sua cabeça
SEM OLHOS, BOCA E NARIZ
Foi posto ali à “ravessa”
Numa escolha infeliz!


Só o Cutileiro vos diz,
Do palhaço encomendado…
QUEM SERIA QUE O QUIS,
Aqui tão mal amanhado!...


Há quem diga nesta ria,
É um mau gosto, um horror!...
Por alguém que o não devia
TRAZER AQUI P’RA ALVOR!


2006, João da Palma

quarta-feira, 19 de setembro de 2007


ABRAÇO Á COMPANHIA 355
(inspirada no abraço a Setúbal de António Severino)

É p’ra Companhia que vai meu abraço
P’ra essa gente que mostra amizade
Velhos Combatentes sem mostrar cansaço
Os anos que passem, mas fica a verdade!...

O soldado honrou, cumpriu seu dever
E o que passou, podemos dizer
Soldado Engenheiro, nosso Comandante
Apraz-nos merecer, seu ar confiante
Há quem diga até; ouvem-se os rumores
Que nós em Angola, fomos os Maiores

É p’ra Companhia…

Fizemos Pontes, Pontões
Rasgamos tantas picadas…
E aquelas Construções!
Em Angola espalhadas!

Não matamos nem ferimos…
Demos condições de vida…
E por amor construímos
Esta festa merecida!...

É p’ra Companhia…

20-01-07, João da Palma

segunda-feira, 3 de setembro de 2007


UMA VIDA REVELADA


O Fotógrafo famoso
Steve Mc Curry orgulhoso
Mais um êxito acumula…
Foi feliz naquele dia,
C’o a linda fotografia
Da Afegã Sharbat Gula!...


Aquele expressivo olhar
Como que a interrogar
Desta tão linda menina
A jovem refugiada
Da soberba desvairada…
De um invasor de má sina…


O Mc Curry fixou…
Essa foto que tirou
Estranha e ao demarcá-la…
Esse rosto fascinante
Para ele tão importante
Que o levou a procurá-la…


E ao fim de dezassete anos
Conseguiu os seus planos
O artista da imagem
Para ao mundo mostrar
A beleza deste olhar
Presto aqui minha Homenagem!...


02-09-07, João da Palma

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

É TARDE PARA MIM

É TARDE PARA MIM


Não sei porque lutei demasiado
Tão cedo comecei numa labuta…
Aos quinze já eu era escravizado…
E agora, entristecido dessa luta.


Não sei também porquê inda recordo…
As toneladas de ouro, escondidas…
Tanta riqueza havia, eu não concordo
Fossem sempre p’los mesmos divididas


Não sei também porquê tanta ignorância
O rico era Senhor por excelência…
Que não se dava aos pobres importância
Tivesse, ou não tivesse inteligência!...


Não sei também porquê e falo então
Nesses anos quarenta, tão ruim!...
Embora a razão diga, tens razão!
Mas sei que hoje é tarde para mim!...


29 de Junho de 2007, João da Palma

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

ADORO A SOLIDÃO






ADORO A SOLIDÃO


EU ADORO A SOLIDÃO
AONDE A PAZ ACONTECE…
E DETESTO A MULTIDÃO
ONDE NINGUÉM SE CONHECE.



Eu gosto da liberdade
Da ordem e do respeito
E reserva-me o direito
De me afirmar na verdade
Eu tenho dificuldade
Em ver valer a razão
Gosto da ocasião
De às vezes ficar sozinho
A meditar de mansinho
EU ADORO A SOLIDÃO

Barulho, não é comigo
Muito menos confusões
Cá tenho as minhas razões
No que penso e no que digo
Sou amigo do amigo
De alma e coração
Sigo um rumo de orientação
Com ideais predilectos
Gosto dos sítios discretos
E DETESTO A MULTIDÃO



Sou adepto do ambiente
Do bem-estar e distrair
Embora sem conseguir
Neste mundo poluente
Há quem fique indiferente
Meu apreço, não merece
Oh! Se eu um dia pudesse
Ao paraíso chegar!
Iria p’ra lá morar
AONDE A PAZ ACONTECE…


Se estou bem sou procurado
Se não estou, lá se desviam
Esquecem quando me viam
Útil e apreciado…
Não estou a mandar recado
Melhor fora que o fizesse
Apenas faço esta prece…
Ao Divino Omnipotente
Me resguarde dessa gente
ONDE NINGUÉM SE CONHECE

19-04-07, João da Palma

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

A SÓNIA FALA DE TODOS


A SÓNIA FALA DE TODOS


Menina preocupada
Com a família que tem
Mesmo sem ser procurada
Não se esquece de ninguém


Fala de primos e primas
E dá-lhes muita importância
Não duvido das estimas
De alguns, mesmo à distância…


Está sempre a falar das tias
Por elas, a perguntar
E assim destas Marias
Que ela diz, sempre gostar!


P’los tios, tem admiração
Consoante o seu lidar…
E conforme a atenção
Que cada um lhe quer dar!


P´la avó, doçura tanta!
Que ela mais adorava!
Essa…era a única Santa!
Que sempre a procurava!...


Abril de 2007, João da Palma