domingo, 10 de maio de 2015

TAPAR O SOL COM A PENEIRA

Mote:
Não me queiram obrigar
Ver só; à vossa maneira!
Nunca penseis em tapar
O sol com uma peneira!

Glosas:
Nas crenças…p’la oração,
Somos livres de pensar.
De me convencer, ou não,
Não me queiram obrigar!

Certezas, não há nenhuma,
Por muito que a gente queira
Não passa em cabeça alguma,
Ver só, à vossa maneira!

Neste mundo em vai e vem,
Estamos fartos de observar!
Olhos que vêm tão bem,
Nunca penseis em tapar!

Quem pensar que pode ver
O que não vê, é asneira!
Não se poderá esconder
O sol com uma peneira!


João da Palma (Amlapad)
“TRÊS QUARTEIRÕES”

Depois dos “Três Quarteirões”
De Primaveras, que fiz,
Procuro as ocasiões,
Com mais calma, ser feliz!

Caminho mais devagar,
Meço os passos com cuidado
P’los caminhos, vou andar
Com quem está a meu lado!

Andando devagarinho
E fazendo as minhas contas
Apalpando bem o caminho,
Sem entrar em veredas tontas…

Tento rodear, nos perigos…
Caminhando sempre a eito…
Conviver com os amigos,
Que merecem meu respeito!

E na azinhaga da vida,
Sem andar aos encontrões
Vou caminhando à medida,
Destes meus “Três Quarteirões”


João da Palma, Amlapad)
“UM DIA DE CADA VEZ”

Nascemos e vivemos, sem saber
A derradeira hora que nos espera
Como alegra um dia, em Primavera,
Pode outro a seguir, entristecer!

Crescemos e lutamos p’ra viver
Embebidos na nossa atmosfera…
Um dia, é como uma vela de cera…
Que num sopro se apaga, vai perecer!

Cada dia que passa, se igualou
A um sopro de luz que se apagou,
Jamais vamos voltar ao que se queria!

Há que seguir assim, com sensatez,
Vivendo um dia de cada vez,
Amanhã não será o mesmo dia!


João da Palma, (Amlapad)

domingo, 1 de fevereiro de 2015


“VEREDA DO DESTINO”

Mote:
O que tiver de ser, será.
Às minhas mãos vem parar!
Por isso eu ando por cá…
À espera do que vier!

Glosas:
Não vale a pena forçar
Em dar a volta ao destino,
Porque desde pequenino
Há uma rota a marcar…
Todos lá vamos passar
Nessa vereda, a percorrer,
É proibido saber
Deste lado, para o de lá…
O que tiver de ser, será
Às minhas mãos vem parar!

Visionário ou visionista,
Não sou, nem sequer profeta,
Porque ninguém sabe a meta
Nem o fim que tem à vista!
Nada vale ser altruísta
E do mundo se compadecer
O que vai acontecer
Bom ou mau, nos tocará
Por isso eu ando por cá
À espera do que vier!

Quem espera sempre alcança
A boa, ou má novidade!
E só pode haver bonança,
Quando acaba a tempestade!


João da Palma (Amlapad)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015


“O BURRO SOU EU?”

Vai um burro albardado para o céu,
Disse a brincar, um doido certa vez!
Se foi algum estrangeiro ou português,
O certo é que esse burro não convenceu!

Se nisto acredito, o burro sou eu!
Porque esse eterno dito, alguém o fez
Numa exclamação, simples talvez,
Mostrando que o milagre não se deu!

E o burro irá sempre, conduzido
Num sítio, terra ou estado conhecido
Onde o burro albardado só chegou!

No céu voam as aves e o avião
E nem sequer, com arte de levitação,
Algum burro albardado se elevou!

João da Palma (Amlapad)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015




“INTENCIONAIS-2”

Foste dizer ao amigo…
Mal de mim, nem reparaste
Nesse mal, que está contigo,
E ainda não mudaste!

Coitado, nem é capaz
De ver o mal que propaga!
Mal que na terra se faz,
É na terra que se paga!

Dizes ter por opção
Silenciar, te convém!
Enganas o coração
E mostras o teu desdém!

Atrás de tanta frieza…
Onde te tentas esconder,
Mostras mais essa tristeza
Que há no teu modo de ser!

Pensei que te conhecia
Enganei-me, sem saber
E a partir de certo dia,
Nem te queria conhecer!


João da Palma (Amlapad)

domingo, 4 de janeiro de 2015



“INTENCIONAIS-2”

Foste dizer ao amigo…
Mal de mim, nem reparaste
Nesse mal, que está contigo,
E ainda não mudaste!

Coitado, nem é capaz
De ver o mal que propaga!
Mal que na terra se faz,
É na terra que se paga!

Dizes ter por opção
Silenciar, te convém!
Enganas o coração
E mostras o teu desdém!

Atrás de tanta frieza…
Onde te tentas esconder,
Mostras mais essa tristeza
Que há no teu modo de ser!

Pensei que te conhecia
Enganei-me, sem saber
E a partir de certo dia,
Nem te queria conhecer!


João da Palma (Amlapad)