segunda-feira, 5 de janeiro de 2015




“INTENCIONAIS-2”

Foste dizer ao amigo…
Mal de mim, nem reparaste
Nesse mal, que está contigo,
E ainda não mudaste!

Coitado, nem é capaz
De ver o mal que propaga!
Mal que na terra se faz,
É na terra que se paga!

Dizes ter por opção
Silenciar, te convém!
Enganas o coração
E mostras o teu desdém!

Atrás de tanta frieza…
Onde te tentas esconder,
Mostras mais essa tristeza
Que há no teu modo de ser!

Pensei que te conhecia
Enganei-me, sem saber
E a partir de certo dia,
Nem te queria conhecer!


João da Palma (Amlapad)

domingo, 4 de janeiro de 2015



“INTENCIONAIS-2”

Foste dizer ao amigo…
Mal de mim, nem reparaste
Nesse mal, que está contigo,
E ainda não mudaste!

Coitado, nem é capaz
De ver o mal que propaga!
Mal que na terra se faz,
É na terra que se paga!

Dizes ter por opção
Silenciar, te convém!
Enganas o coração
E mostras o teu desdém!

Atrás de tanta frieza…
Onde te tentas esconder,
Mostras mais essa tristeza
Que há no teu modo de ser!

Pensei que te conhecia
Enganei-me, sem saber
E a partir de certo dia,
Nem te queria conhecer!


João da Palma (Amlapad)

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

“VISITA A MÉRTOLA”

Eu fui à minha Terra passear,
Admirei paisagem, que eu sabia
Ser bela, mas que eu mal conhecia
Mértola, essa Terra de encantar!

Eu fui então ao Migas almoçar
As Migas e entrecosto, desse dia
E o tinto ali de Pias, que fazia
Perfeita ligação desse manjar!

Naquela imensidão Alentejana
Onde leve, senti o respirar
Fui ver ali de perto o Guadiana!

Senti que mais havia a visitar
Bem pouco p’ra um dia, na semana
Fiquei com saudades de voltar!


09-10-2014, João da Palma
“CORAÇÂO AO PÉ DA BOCA”

Mote:
Sou franco, mas não culpado
De ter o meu coração
Ao pé da boca, instalado…
Gritando a voz da razão!

Glosas:
Sou franco, mas não culpado
Do mundo estar em desordem,
Não estou a mandar recado,
Nem a expressar uma ordem!

Não tenho culpa nenhuma
De ter o meu coração
Desabafando, uma a uma
Razões, que em mim estão!

Dia e noite a meu lado
Esse órgão tão sensível
Ao pé da boca, instalado
Me aconselhando o possível!

Sem qualquer constrangimento
Na dúvida ou num senão…
Transmite-me ao pensamento
Gritando a voz da razão


09-10-2014, João da Palma

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O DIREITO Á DIFERENÇA
(À Directora da CRACEP)


Não pode ser a dona da sentença…
Nem os seus ideais foram perfeitos
Porque é indiferente à Diferença…
Daqueles que também têm Direitos!...


Trata os Diferentes com ofensa…
E pensa que só eles são imperfeitos?
Na sua apologia na descrença,
Sois vós, a que tem muitos mais defeitos!...


Não pode castigar Deficientes,
Não pode expulsar esses carentes…
Nem os pode banir da sociedade!...


Não pode ser a dona da razão!
Nem Ditadora nessa Direcção
Na CRACEP: sois a mancha da verdade!...


                     Abril de 2005, João da Palma




O DIREITO Á DIFERENÇA
(À Directora da CRACEP)


Não pode ser a dona da sentença…
Nem os seus ideais foram perfeitos
Porque é indiferente à Diferença…
Daqueles que também têm Direitos!...


Trata os Diferentes com ofensa…
E pensa que só eles são imperfeitos?
Na sua apologia na descrença,
Sois vós, a que tem muitos mais defeitos!...


Não pode castigar Deficientes,
Não pode expulsar esses carentes…
Nem os pode banir da sociedade!...


Não pode ser a dona da razão!
Nem Ditadora nessa Direcção
Na CRACEP: sois a mancha da verdade!...


                     Abril de 2005, João da Palma



segunda-feira, 8 de setembro de 2014




OUTRA VERA LAGOA 
(Ainda a propósito da expulsão da Sónia)


Crasso e tímido segredo,
Na cidade de Portimão
Ninguém reage com medo
Contra esta Direcção!...


E assim vai esta Senhora
Na CRACEP, omnipotente…
Poderá ser professora,
Mas não p’ra Deficiente!...


Contra a carta dos Direitos
Do Deficiente em questão
Nos meninos mais carentes,
Trata logo da expulsão.


Na Câmara, no meu intento…
Nem sequer me respondeu
E o Jornal Barlavento
A publicar se temeu!...


Ao que assisto actualmente,
Nesta pérfida pessoa…
Parece estarmos presente,
A outra “Vera Lagoa”!...



              Abril de 2005, João da Palma