domingo, 13 de outubro de 2013

ALVA MADRUGADA (Festa Convívio/Quinta do Lago/Dr. Daud)


ALVA MADRUGADA!
(Festa convívio na quinta do lago,
Organizada pelo Dr. Daud)

Foi com o coração, o que fizeste,
Neste teu gesto franco e sublimado
Debaixo de um sorriso nos disseste…
Nessa oferta amistosa, tal agrado!
Por todo o carinho que nos deste
Em nome da Criança, exaltado!
E nessa elevação reconhecida
Roçaste a perfeição que é envolvida!


Com nossos corações, te respondemos
Com estas Criancinhas teres vivido
Com elas e a NECI te agradecemos
O dia aqui assim, tão divertido…
Tais sinais de Esperança, elevemos
Para um amanhã mais prometido…
Mostraste um novo dia e seu calor!
Na alva madrugada do amor!


Foi com o coração que nos chamaste
A mais outra Festinha da Criança…
Vieste dar-lhe a mão e acarinhaste
Com um sopro de alento e confiança
Que mais posso dizer se já legaste…
O mais sublime acto da Esperança?
Por tudo que lhes dais com teu primado,
A si, meu Caro Daud, muito obrigado!



07-05-2011, João da Palma

ALGARVE E ALENTEJO (Dedicatória ao meu amigo José Matias)


ALGARVE E ALENTEJO
(Dedicatória ao meu amigo José Matias)


Vais para Ponte de Sor
Faça frio, faça calor
Satisfazes o teu desejo
Tens lá o filho, tens razão!
Agradas o coração
E abraças o Alentejo!


Já viveste em Portimão
Dado à tua profissão,
No Golfe Hotel da Penina
Casaste, estás em Lagoa
Também viveste em Lisboa
A cumprir a tua sina!


Partilhas Ponte de Sor
Dedicas-te com amor
Ao povo Alentejano!
Não te vais arrepender
Porque sabes conviver
E és livre e soberano!


Até te vais divertindo
Quilómetros conduzindo
Rumo aos teus, sejam felizes!
Vê lá! Não sejas “alarve”
Não desprezes o Algarve,
Onde tens tuas raízes!



06-05-2011, João da Palma

ALENTEJO


ALENTEJO

                               (cantando e rindo)

Alentejo ideia minha,
Foste o celeiro da Nação!
Hoje compras a farinha
Com que fabricas o pão!


Não vejo aí as cearas
O que se passa contigo?
Só ostentas ervas raras,
Em vez de cevada e trigo!


Gostarei sempre de ti
Mas vais perdendo valores!
Como eu um dia te vi,
Agora, só há Doutores?


Ao dizer estas verdades
E não são ditas em vão!
Se calhar, tu já não sabes
Do que é que se faz o pão!


E agora muitos daí
Apenas vão consumindo!
À rasca, te conheci,
Mesmo assim, cantando e rindo!



                      18-03-2011, João da Palma

ALENTEJO ZANGADO


ALENTEJO ZANGADO


Já não quero ser celeiro
Não ter trigo nem cevada
Não quero terra alquevada
Nem terra p’ra sementeiro…


Eu já não quero semear
Nenhum destes cereais
Cevada p’ros animais
Nem trigo p’ra debulhar!


Não quero pomares nem hortas
Nem legumes, ou hortaliças
Nem toucinho, ou linguiças
Vem tudo fora de portas…


Trabalhar não é comigo
Só quero comer e beber
Venha lá donde vier,
Não me empurrem ao castigo!


Nada com agricultores
Eu só quero descansar!
O capacete abanar,
E curtir, computadores!



                   24-03-2011, João da Palma

"ACORDEI COM PAZ"


“ACORDEI COM PAZ”


Nesta manhã chuvosa, e ventania…
Que açoita norte a sul, este cantinho…
Eu acordei com paz e alegria
No meu mundo pequeno, com carinho!


Uma réstia de sol que aparecia…
Mostrando um raio de esperança no caminho
Por entre nuvens negras se escondia,
Através de um chuveiro miudinho!


Um dia cimentado em amizades
A todos os amigos e Confrades…
Regado com poesia, qual jardim!


Que o sol todos os dias me visite
Junto à minha Sóninha e Judite!
Que eu acorde amanhã, também assim!



                                     17-02-2011, João da Palma

"A TROICA A LONGOS PASSOS"


“A TROIKA A LONGOS PASSOS”



Neste Dezembro frio e cinzento,
Acrescem as SCUTS ao explorado…
Instalam-se os fantoches em São Bento
E o decreto da fome é publicado.


Dão-se as derrapagens no Orçamento;
Aumenta a fome ao povo castigado…
Mas os vilões que estão no Parlamento,
Recebem aos milhares no ordenado.


E enquanto à fome o povo se sujeita
A Troika a longos Passos se deleita…
Mistura de judeu e de vilão!


As greves não são mais que desperdício
Não tiram resultado ao sacrifício
E assim se aniquila uma Nação!



13-12-2011, João da Palma

5 QUADRAS DO ANTÓNIO ALEIXO E 5 DO JOÃO DA PALMA


5 QUADRAS DO ANTÓNIO ALEIXO E 5 QUADRAS DO JOÃO DA PALMA




Acho uma moral ruim
trazer o vulgo enganado:
mandarem fazer assim
e eles fazerem assado.


Sou um dos membros malditos
dessa falsa sociedade
que, baseada nos mitos,
pode roubar à vontade.


Esses por quem não te interessas
produzem quanto consomes:
vivem das tuas promessas
ganhando o pão que tu comes.


Não me dêem mais desgostos
porque sei raciocinar...
Só os burros estão dispostos
a sofrer sem protestar!


Esta mascarada enorme
com que o mundo nos aldraba,
dura enquanto o povo dorme,
quando ele acordar, acaba.


António Aleixo


Não existe moral alguma…
E o vulgo não melhora
Não há vergonha nenhuma
Enganam a toda a hora!


Serei um membro também
Aí dessa falsidade,
Que não respeita ninguém
E vão roubando à vontade!


Assim essa produção,
Feita p’ra esses canalhas,
Que comem o nosso pão
Deixando-nos só migalhas!


Com desgostos aos sussurros…
E raciocínios em vão,
Quando vejo estes burros
A governar a nação!


A máscara continua
Mas com outros aldrabões
Se o povo acordar na rua,
Pede de volta os milhões!


João da Palma