domingo, 13 de outubro de 2013

ALENTEJO ZANGADO


ALENTEJO ZANGADO


Já não quero ser celeiro
Não ter trigo nem cevada
Não quero terra alquevada
Nem terra p’ra sementeiro…


Eu já não quero semear
Nenhum destes cereais
Cevada p’ros animais
Nem trigo p’ra debulhar!


Não quero pomares nem hortas
Nem legumes, ou hortaliças
Nem toucinho, ou linguiças
Vem tudo fora de portas…


Trabalhar não é comigo
Só quero comer e beber
Venha lá donde vier,
Não me empurrem ao castigo!


Nada com agricultores
Eu só quero descansar!
O capacete abanar,
E curtir, computadores!



                   24-03-2011, João da Palma

"ACORDEI COM PAZ"


“ACORDEI COM PAZ”


Nesta manhã chuvosa, e ventania…
Que açoita norte a sul, este cantinho…
Eu acordei com paz e alegria
No meu mundo pequeno, com carinho!


Uma réstia de sol que aparecia…
Mostrando um raio de esperança no caminho
Por entre nuvens negras se escondia,
Através de um chuveiro miudinho!


Um dia cimentado em amizades
A todos os amigos e Confrades…
Regado com poesia, qual jardim!


Que o sol todos os dias me visite
Junto à minha Sóninha e Judite!
Que eu acorde amanhã, também assim!



                                     17-02-2011, João da Palma

"A TROICA A LONGOS PASSOS"


“A TROIKA A LONGOS PASSOS”



Neste Dezembro frio e cinzento,
Acrescem as SCUTS ao explorado…
Instalam-se os fantoches em São Bento
E o decreto da fome é publicado.


Dão-se as derrapagens no Orçamento;
Aumenta a fome ao povo castigado…
Mas os vilões que estão no Parlamento,
Recebem aos milhares no ordenado.


E enquanto à fome o povo se sujeita
A Troika a longos Passos se deleita…
Mistura de judeu e de vilão!


As greves não são mais que desperdício
Não tiram resultado ao sacrifício
E assim se aniquila uma Nação!



13-12-2011, João da Palma

5 QUADRAS DO ANTÓNIO ALEIXO E 5 DO JOÃO DA PALMA


5 QUADRAS DO ANTÓNIO ALEIXO E 5 QUADRAS DO JOÃO DA PALMA




Acho uma moral ruim
trazer o vulgo enganado:
mandarem fazer assim
e eles fazerem assado.


Sou um dos membros malditos
dessa falsa sociedade
que, baseada nos mitos,
pode roubar à vontade.


Esses por quem não te interessas
produzem quanto consomes:
vivem das tuas promessas
ganhando o pão que tu comes.


Não me dêem mais desgostos
porque sei raciocinar...
Só os burros estão dispostos
a sofrer sem protestar!


Esta mascarada enorme
com que o mundo nos aldraba,
dura enquanto o povo dorme,
quando ele acordar, acaba.


António Aleixo


Não existe moral alguma…
E o vulgo não melhora
Não há vergonha nenhuma
Enganam a toda a hora!


Serei um membro também
Aí dessa falsidade,
Que não respeita ninguém
E vão roubando à vontade!


Assim essa produção,
Feita p’ra esses canalhas,
Que comem o nosso pão
Deixando-nos só migalhas!


Com desgostos aos sussurros…
E raciocínios em vão,
Quando vejo estes burros
A governar a nação!


A máscara continua
Mas com outros aldrabões
Se o povo acordar na rua,
Pede de volta os milhões!


João da Palma





"VAIDADE EM TER CÃO"


“VAIDAE EM TER CÃO”

Que eu não gosto de animais
Já disse alguém, sem razão.
Há gente com erros tais...
Pensam que somos iguais
A eles, olhem que não!

Não devemos esquecer
Como um animal tratar!
Nunca os devemos prender
Sempre, e ao menos os ver
Livres, correr e saltar!

Eu só e apenas, digo
Que não posso possuir cão!
Tratá-los, dar-lhes abrigo,
Trazê-los sempre comigo
Dar-lhes campo, carne e pão!

Para eles, não tenho espaço
E nem tempo disponível.
Seria um embaraço...
Falta de tempo e cansaço
E em finanças, impossível!

Quem lhes dá beijos e os prende
Privando-os de liberdade,
Apenas não compreende,
Que até os câes ofende
Num feito de luxo e vaidade!


                               29-09-2013, João da Palma

"TRANSFORMOU-SE O VIRTUAL"


“TRANSFORMOU-SE O VIRTUAL”


“À beira do Rio Arade
Transformou-se o Virtual
Desta vez a Amizade
Neste Grupinho, em Real!


Foi assim, de fronte ao Rio
Alegria e emoção!
Valores de alto brio...
No bater do coração!


Portimão linda cidade
Recebeu abertamente
Este Grupo de Amizade
Num almoço, alegremente!


Foi sublime, tal está!
Entre nós a realeza!
No Restaurante ZIZÀ
Em Portimão, em beleza!


Foi um dia em harmonia
Aqui na nossa cidade
Falou alto a Alegria!
Elevou-se a Amizade!



                                           18-09-2013, João da Palma

DESESPERO


“DESESPERO
(É um mal maior que a morte!)


Desespero:
É perder a esperança,
Esforçar-se, sem resolver
É andar sem confiança
E em sobressalto, viver!

Desespero:
É esforço sem resultado
É andar menos que a lesma,
Um dia mal começado
E outro que acaba na mesma!

Desespero:
                                É ver a repetição
Dos males em catadupa...
É cansar o coração,
E ver soluções à lupa...

Desespero:
É uma batalha em vão...
É um sossego acabado
O que não tem solução,
Está sempre solucionado.

Desespero:
É tormento prolongado,
Uma luta contra a sorte
Esperar desesperado,
É um mal maior que a morte!

                                 11-10-2013, João da Palma