SÓ ME FALTAVA VER AGORA!
(brejeirice)
Dançar fandango... um safio
Cantar fados... um macaco
A lua... a fumar tabaco
E o sol... a carpir de frio!
Um canguru... a dar pinos
Uma lesma... a cem à hora
Um burro... erudito agora
E o doutor... a pastar suínos!
Um ensino... que deteriora
A insolente estudantada...
Volta e meia, a dar porrada
À humilde professora!
E que devo dizer
Do jovem despenteado
De gadelha amaricado
E de brincos, como a mulher?!
Dola e podre sociedade
Onde já ninguém se entende...
Pois o homem, não compreende
O caminho da verdade!...
30/05/09, João da Palma
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
FUTEBOL E PROFISSÕES
FUTEBOL E PROFISSÕES
Quem tiver habilidade
Na bola, e oportunidade
Nos dribles, e engenhoso,
Não precisa saber ler,
Falar bem e escrever…
Para ser rico e famoso!
Vejam um trabalhador
Da terra ou pescador
E noutras áreas palpáveis…
Que trabalham toda a vida
Chapa ganha e batida…
E, reformas miseráveis
Olhem para o estudante
Que quer ser mais importante
Do que quem lhe abriu as fontes…
O jogador como é…
Basta dar um pontapé…
Saltam-lhe notas aos montes!
Não colhemos do relvado
Legumes, pão e pescado
Nem calçado ou vestuário
Mas quem produz a riqueza,
Vive sempre na pobreza
É o eterno operário!...
07-08-09, João da Palma
Quem tiver habilidade
Na bola, e oportunidade
Nos dribles, e engenhoso,
Não precisa saber ler,
Falar bem e escrever…
Para ser rico e famoso!
Vejam um trabalhador
Da terra ou pescador
E noutras áreas palpáveis…
Que trabalham toda a vida
Chapa ganha e batida…
E, reformas miseráveis
Olhem para o estudante
Que quer ser mais importante
Do que quem lhe abriu as fontes…
O jogador como é…
Basta dar um pontapé…
Saltam-lhe notas aos montes!
Não colhemos do relvado
Legumes, pão e pescado
Nem calçado ou vestuário
Mas quem produz a riqueza,
Vive sempre na pobreza
É o eterno operário!...
07-08-09, João da Palma
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
O CORAÇÃO DO DAVID
O CORAÇÃO DO DAVID
Tenho estado na Torralta,
Voltei mesmo neste dia...
Às vezes também faz falta
Sair da monotonia!...
Então e tu como vais,
Com esse teu coração?
Espero que nunca mais,
Tenhas de pegar de empurrão!...
Estes versos, a brincar
Com um pouco de bonança...
É também p'ra te alegrar
Enquanto há vida há esperança!..
E anda p'ra aí tanta gente
Que, nem têm coração
Enquanto o teu felizmente,
Até chega a Portimão!...
E agora sem embaraço
Esta, a quadra mais linda!
Acaba com um abraço
Para o David e Arminda!...
01/08/2009, João da Palma
Tenho estado na Torralta,
Voltei mesmo neste dia...
Às vezes também faz falta
Sair da monotonia!...
Então e tu como vais,
Com esse teu coração?
Espero que nunca mais,
Tenhas de pegar de empurrão!...
Estes versos, a brincar
Com um pouco de bonança...
É também p'ra te alegrar
Enquanto há vida há esperança!..
E anda p'ra aí tanta gente
Que, nem têm coração
Enquanto o teu felizmente,
Até chega a Portimão!...
E agora sem embaraço
Esta, a quadra mais linda!
Acaba com um abraço
Para o David e Arminda!...
01/08/2009, João da Palma
terça-feira, 30 de junho de 2009
O ARADE AO PÉ DE MIM
O ARADE AO PÉ DE MIM
Eu moro em Portimão, aqui fiquei
E desde sempre fui seu defensor…
Eu trato esta cidade com amor
E quero esta princesa que adorei!
Eu vivo esta ternura, e sonhei…
À beira do Arade, que esplendor!
Acordo e vejo um barco, um pescador
E adormeço ao colo desta Grei!...
Ter este Rio aqui ao pé de mim
Enorme calçadão, e um jardim
Tanta beleza ao sul a palpitar!...
O sol aberto, o fado e a cidade
Alma imensa dum povo sem idade…
E repleto este chão, corre p’ro mar!...
02-05-2004, João da Palma
Eu moro em Portimão, aqui fiquei
E desde sempre fui seu defensor…
Eu trato esta cidade com amor
E quero esta princesa que adorei!
Eu vivo esta ternura, e sonhei…
À beira do Arade, que esplendor!
Acordo e vejo um barco, um pescador
E adormeço ao colo desta Grei!...
Ter este Rio aqui ao pé de mim
Enorme calçadão, e um jardim
Tanta beleza ao sul a palpitar!...
O sol aberto, o fado e a cidade
Alma imensa dum povo sem idade…
E repleto este chão, corre p’ro mar!...
02-05-2004, João da Palma
sexta-feira, 13 de março de 2009
DESÍGNIO
DESÍGNIO
Eu queria tomar a Liberdade
De a celebrar no mundo inteiro...
- No étimo do amor verdadeiro
Que nos leva à diva Eternidade!
Eu queria ilibar a Sociedade
E fazer do amor nobre roteiro...
Romântico, puro e prazenteiro
Evocando às musas probidade.
Queria pesquisar todos os zelos
Que debelassem de vez os flagelos
E alçassem, por aí, minh’alegria...
Queria ser a força da franqueza
Pra talhar a empírica nobreza;
Aniquilando a insolente vilania!...
13-03-09, João da Palma
Eu queria tomar a Liberdade
De a celebrar no mundo inteiro...
- No étimo do amor verdadeiro
Que nos leva à diva Eternidade!
Eu queria ilibar a Sociedade
E fazer do amor nobre roteiro...
Romântico, puro e prazenteiro
Evocando às musas probidade.
Queria pesquisar todos os zelos
Que debelassem de vez os flagelos
E alçassem, por aí, minh’alegria...
Queria ser a força da franqueza
Pra talhar a empírica nobreza;
Aniquilando a insolente vilania!...
13-03-09, João da Palma
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
O RAPAZ E O VELHO
O RAPAZ E O VELHO
Rapaz:
Tens muitos anos; e então?
Ó meu velho resmungão…
Esquecido da rapaziada…
Não queremos os teus conselhos
Idosos são trapos velhos
Que já não prestam p’ra nada.
Velho:
És jovem inexperiente,
Andas alegre e contente,
Não sabes avaliar…
Quem trabalhou toda a vida
P’ra tu teres à medida
Do que precisas gastar!
Rapaz:
És figura do passado
Da cena desactivado
Não passas de uma quimera…
Como uma folha caída,
És o Outono da vida
Que não é mais Primavera!
Velho:
Ainda não reparaste,
Tu que nunca trabalhaste
Nem produziste um tostão?
Não conheces o valor
Ao velho e trabalhador,
Das mãos que te amassa o pão!
14-02-09, João da Palma
Rapaz:
Tens muitos anos; e então?
Ó meu velho resmungão…
Esquecido da rapaziada…
Não queremos os teus conselhos
Idosos são trapos velhos
Que já não prestam p’ra nada.
Velho:
És jovem inexperiente,
Andas alegre e contente,
Não sabes avaliar…
Quem trabalhou toda a vida
P’ra tu teres à medida
Do que precisas gastar!
Rapaz:
És figura do passado
Da cena desactivado
Não passas de uma quimera…
Como uma folha caída,
És o Outono da vida
Que não é mais Primavera!
Velho:
Ainda não reparaste,
Tu que nunca trabalhaste
Nem produziste um tostão?
Não conheces o valor
Ao velho e trabalhador,
Das mãos que te amassa o pão!
14-02-09, João da Palma
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