AS ALMAS PARA ONDE VÃO?
Mote:
Todos temos que morrer
E não passamos do chão…
Ainda falta saber!...
As almas para onde vão?
Glosas:
Em dada altura nascemos
Para a vida, cada um…
Inda não sabe nenhum
Depois para onde iremos
Na terra, já o sabemos
Que termina o nosso Ser…
Qualquer modo de viver,
Seja rico ou seja pobre,
E ainda plebeu ou nobre
Todos temos que morrer
Sepultado em campa rasa…
Ou em jazigos dourados,
Todos seremos finados
Jamais voltamos a casa
Toda a vastidão se arrasa
Mergulhamos na solidão
Não somos mais condição
De vida, no Universo
Não voltamos ao reverso…
E não passamos do chão
Até aqui tudo certo
Entre a vida e a morte
Nem aquele com mais sorte
Mais parvo, ou mais esperto
Não terão o céu aberto
Para lá os receber
O que vai acontecer
À alma futuramente,
Não sabe nenhum vivente,
Ainda falta saber!...
Entre o céu e o inferno
Ainda não vimos os dois
Nem se afirmará depois
Qual será o mais fraterno
E se houver algum eterno,
Como reza a oração,
Vem esta interrogação
Numa pedrada ao assunto
E, deste modo eu pergunto
As almas para onde vão?
09-02-09, João da Palma
domingo, 15 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
CEGO À REALIDADE
CEGO À REALIDADE
Mote
Todos querem um canudo…
P’ra viver mais à vontade
Neste mundo surdo e mudo
E cego à realidade!...
Glosas
Todos querem um canudo
Ter do bom, e consumir
E obter na vida tudo…
Sem precisar produzir!
Esquivar-se a “vergar a mola”
P’ra viver mais à vontade
Nem que seja até na bola…
Se tiver habilidade!
Mãos limpas como veludo…
Comer, beber e gozar
Neste mundo surdo e mudo
Já ninguém quer trabalhar
Se não muda de figura
O homem, foge à verdade
Sem pesca e agricultura
E cego à realidade!...
08-02-09, João da Palma
Mote
Todos querem um canudo…
P’ra viver mais à vontade
Neste mundo surdo e mudo
E cego à realidade!...
Glosas
Todos querem um canudo
Ter do bom, e consumir
E obter na vida tudo…
Sem precisar produzir!
Esquivar-se a “vergar a mola”
P’ra viver mais à vontade
Nem que seja até na bola…
Se tiver habilidade!
Mãos limpas como veludo…
Comer, beber e gozar
Neste mundo surdo e mudo
Já ninguém quer trabalhar
Se não muda de figura
O homem, foge à verdade
Sem pesca e agricultura
E cego à realidade!...
08-02-09, João da Palma
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
TESTAMENTO
TESTAMENTO
OS MEUS VERSOS O QUE SÃO?
DEVEM SER, SE OS NÃO CONFUNDO
PEDAÇOS DO CORAÇÃO
QUE DEIXO CÁ NESTE MUNDO
(quadra de António Aleixo)
“Este livro que vos deixo”
Desse Poeta de então…
Muito bem, disse o Aleixo
OS MEUS VERSOS O QUE SÃO?
Serão dotes de excepção…
Dum poeta moribundo?
Carisma, ou revelação,
DEVEM SER, SE OS NÃO CONFUNDO
Excelente criatura…
De enorme imaginação
Deu-nos a alma e ternura
PEDAÇOS DO CORAÇÃO
Morreu com conhecimento
Talvez dissesse no fundo…
Este é o meu testamento…
QUE DEIXO CÁ NESTE MUNDO
19-11-08, João da Palma
OS MEUS VERSOS O QUE SÃO?
DEVEM SER, SE OS NÃO CONFUNDO
PEDAÇOS DO CORAÇÃO
QUE DEIXO CÁ NESTE MUNDO
(quadra de António Aleixo)
“Este livro que vos deixo”
Desse Poeta de então…
Muito bem, disse o Aleixo
OS MEUS VERSOS O QUE SÃO?
Serão dotes de excepção…
Dum poeta moribundo?
Carisma, ou revelação,
DEVEM SER, SE OS NÃO CONFUNDO
Excelente criatura…
De enorme imaginação
Deu-nos a alma e ternura
PEDAÇOS DO CORAÇÃO
Morreu com conhecimento
Talvez dissesse no fundo…
Este é o meu testamento…
QUE DEIXO CÁ NESTE MUNDO
19-11-08, João da Palma
sábado, 31 de janeiro de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
ABRIL É PRIMAVERA
ABRIL É PRIMAVERA
Se eu pudesse escolher
Uma estação, quem me dera!
Entre todas quero crer,
Escolheria a Primavera
Não queria passar frio
Como nos traz o Inverno
Que além de ser doentio,
Para mim é um inferno.
Até as próprias flores
Com a sua formosura
Soltam seus belos odores
Com amena temperatura
Por tudo isto, para mim
A Primavera é tão bela!
Mais lindo é um jardim
Do que neve na Estrela.
Até tu, minha linda rosa…
Vales flores, mais de mil
De todas, a mais formosa
Nascida no mês de Abril!...
28-01-09, João da Palma
Se eu pudesse escolher
Uma estação, quem me dera!
Entre todas quero crer,
Escolheria a Primavera
Não queria passar frio
Como nos traz o Inverno
Que além de ser doentio,
Para mim é um inferno.
Até as próprias flores
Com a sua formosura
Soltam seus belos odores
Com amena temperatura
Por tudo isto, para mim
A Primavera é tão bela!
Mais lindo é um jardim
Do que neve na Estrela.
Até tu, minha linda rosa…
Vales flores, mais de mil
De todas, a mais formosa
Nascida no mês de Abril!...
28-01-09, João da Palma
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