sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

O NATAL PODE SER UMA FLOR!...



NATAL ERA O QUE SE TINHA!


Vai-se aproximando o dia
Fazemos contas à vida
Nesta constante mania…
Da prenda apetecida!...


Fiz o meu primeiro brinquedo
De um lata de sardinha!
Digo, não guardo segredo
E era então o que se tinha!...


Fiz um dia uma carroça
De uns bocados de cortiça
A invenção era nossa…
Até metia cobiça!...


Só um homem mal formado
É que amordaça a lembrança
Esquecendo esse passado
Do seu tempo de criança!...


Agora; só há fartura!
E ambição em demasia…
E falta-nos a ternura,
Que nesses tempos havia!...


07-12-2007, João da Palma

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

QUERIDO ALENTEJO



QUERIDO ALENTEJO!...


São João dos Caldeireiros
Terra de bons cavalheiros
È a minha Freguesia
Tacões é esse o meu Monte
E também foi essa a fonte…
Do “moço” que fui um dia


Pisei cardos e rastolhos
Tudo o que viam meus olhos
Não passava de ignorância
Passei à margem da vida
De ingenuidade contida
Foi assim a minha infância


Lá ia eu para a escola
Levando minha sacola
E a merenda no “talêgo”
A caminho de Penilhos
Falando dos meus cadilhos…
Minha sorte era ao adrego…


Mas um dia interroguei-me
Pensativo debrucei-me
Procurando o que não vejo
Entre o acaso e a verdade
Recordo com saudade
O meu querido Alentejo!...


2002, João da Palma

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

A SÓNIA NOS SEUS CUMPRIMENTOS



QUEREMOS MORRER DESCANSADOS


Porque a NECI me tocou
No coração, e marcou
Seu altruísmo vigente…
Faço assim o meu apelo
Com amor e com desvelo
Muito carinhosamente!...


É nos Montinhos da Luz
Onde eu peço que Jesus
Ouça esta minha prece!...
Eu peço do coração
Para esta Instituição
A Residencial que merece!...


Confiando no Governo
Neste caso tão fraterno
Ajudai humanamente!
À Residencial NECI
Lagos espera por si…
No apoio ao Deficiente!...


Queremos morrer descansados…
Estamos preocupados
Como irão os jovens ficar!
Nesta angustia e meu pedido
Vamos lá!...Ver construído
O seu merecido Lar!...


03-12-07, João da Palma

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

QUERIDA JUDITE!


JUDITE, MULHER SENHORA


Mulher assim como és, mulher diferente!...
Segura, cuidadosa e deslumbrante
Senhora, esposa e mãe tão importante
Num mundo mentiroso, assaz doente!...


Mulher mãe, dia e noite tão presente
Ainda és a filha relevante…
Mulher perseverante e constante…
Esposa quanto baste fielmente!...


Mulher comunicável sofredora…
Tão nobre, carinhosa e tão Senhora
Na rota do meu ser, és lampião!...


Um máximo expoente vida fora…
Marido e filha sempre hora a hora
Querida de tão nobre coração!...


08-03-07, João da Palma

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

ADULTO À FORÇA!...


MARÇANO E CAIXEIRO


Aos treze anos, inda cedo
O meu emprego primeiro
Em Sta. Clara de Louredo
Fui marçano e fui caixeiro


Na loja do Nicolau
A seis quilómetros de Beja
O emprego, nada mau…
Mas não me deixou inveja!


Daí voltei para a monda
E em seguida p’ra “acefa”
Parti a foice na onda…
Acabei com a tarefa!...


Aos catorze em Beja tinha
Ideia que não se furta…
Na Rua da Biscainha
Fui p’ra Pensão Perna Curta


Um ano, aí fiquei
Mas sempre, sempre a cismar
Eu via sei lá o quê…
Logo pensei em mudar!


22-11-2007, João da Palma

domingo, 28 de outubro de 2007

O VELHO COM UM FEIXE DE LENHA


VELHO OU IDOSO


Quando por velhos somos tidos
E a vida já pouco dura
Vamos ficando esquecidos
E já ninguém nos procura


A velhice é mal tratada…
Por vezes até um filho
Diz, o velho não tem nada…
Já somos um empecilho.


Outrora fonte de vida
Que saciou tanta gente
Hoje vai sendo esquecida
Nas águas de outra nascente.


Foi um velho que me ensinou
O respeito e a humildade
Que hoje em parte se mudou
No cinismo e na vaidade.


O que eu aos jovens diria:
Olha o velho sem desdém…
E notem que um certo dia,
Podeis ser velhos também!...


25-10-07, João da Palma

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

LUIS DE CAMÕES


A MÉTRICA E A RIMA


Escrevo poesia assim… rimada
No seu estilo nato de cadência…
Pois se esta é uma arte delicada,
Já vem de muito longe sua existência!


E a poesia bem metrificada
Respeita a sua regra de excelência…
Não pode jamais ser desbaratada…
Quando ela respeita a sua essência!


A arte de rimar não será tudo,
Se não tiver presente o conteúdo…
De em cada verso, quase adivinhar!


Onde é que se viu boa poesia
Sem a simplicidade e a mestria,
Ao mais belo estilo popular?!...


22-10-07, João da Palma